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A importância do descarte correto dos medicamentos em desuso

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18/04/2022
3 min. de leitura

É fato que a sociedade está voltando seus olhares cada vez mais para o meio ambiente, preocupados com o futuro das novas gerações, leis mais rígidas para o setor ambiental estão se fazendo cada vez mais presentes. Assim sendo, saber como fazer o descarte correto de alguns produtos é fundamental para a natureza, e assim, nasceu então a campanha Destino Certo da rede de farmácias Panvel.

Apesar dessa preocupação e cuidado com o meio ambiente estar crescendo, ainda há muitas pessoas que precisam ser conscientizadas sobre a importância do descarte correto de pilhas, embalagens e medicamentos, por exemplo.

Alguns produtos podem eliminar componentes químicos e nocivos após perderem suas validades. Ao serem descartados de forma incorreta, esses componentes podem entrar em contato com o solo, prejudicando a natureza e até mesmo a saúde do ser humano.

No texto de hoje iremos falar sobre a Lei da Logística Reversa e a campanha Destino Certo da Panvel, com o intuido de educar nossos leitores e clientes sobre a importância do descarte correto.

O que é a lei da Logística Reversa

A Lei da Logística Reversa é uma prática originada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) desde 2010, tendo seu conhecimento pela Lei N.º 12.305/2010, tornando-se obrigatória em todo o território nacional em 2017 através do Decreto Presidencial 9177/2017.

Seu objetivo é de que a coleta e reciclagem de produtos e seus resíduos após o consumo do cliente final seja feita de forma adequada, evitando o descarte inadequado que pode agredir o meio ambiente.

A PNRS baseia-se em duas “categorias” para determinar quais produtos entram na lei da Logística Reversa, sendo elas: volume de resíduos gerados pelo seu consumo e periculosidade para o meio ambiente e pessoas.

A responsabilidade pelo descarte em destino certo fica com os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes destes produtos.

Os produtos que entram na lei, são: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletrônicos e seus componentes; produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro; demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados.

Impacto do descarte incorreto no meio ambiente

De acordo com um estudo realizado pelo SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas) em 2016, o Brasil é o sétimo país que mais vende medicamentos no mundo. Ainda segundo o mesmo estudo, desde 1996 os medicamentos vencidos são a maior causa de intoxicações no país.

Dentre os riscos que o descarte inadequado de remédios pode trazer, os principais são a contaminação da água, do solo e dos animais e as reações adversas a substâncias químicas que podem atingir públicos vulneráveis. Quando falamos de público vulnerável, estamos tratando de pessoas que trabalham em lixões, por exemplo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) considera medicamentos como resíduos químicos. As propriedades químicas presentes nos remédios não são removidos pelos tratamentos de água convencionais, visto que são de alta concentração.

Quando essas propriedades químicas são expostas à umidade, luz e temperatura inadequadas, podem se transformar em substâncias tóxicas que afetam, de forma negativa, o meio ambiente. Causando desequilíbrio em ciclos naturais e nas cadeias alimentares.

Campanha destino certo da Panvel

Agora que deixamos claro os riscos que o descarte incorreto de medicamentos pode trazer para a nossa saúde e ao meio ambiente, você deve estar se perguntando como fazer o descarte de forma adequada.

Como citado anteriormente neste texto, a lei da Logística Reversa existe justamente para tornar esse descarte mais fácil e acessível para a população e a Panvel já está na frente desta lei. Como a responsabilidade do descarte fica para as fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, o consumidor final só precisa levar os itens a serem descartados em um ponto de coleta.

A Panvel, que já conta com pontos de recolhimento adequado de medicamentos, embalagens e baterias em 225 das 520 lojas físicas, espera ter esses pontos em todas as suas lojas até 2023, antecipando-se assim em 2 anos do prazo final que a lei determinou. Na Panvel, esse projeto, chamado de Destino Certo, existe desde 2010. Em 2021 foram recolhidos cerca de 23 toneladas de medicamentos, através da iniciativa da rede de farmácias.

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