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Dia Nacional da Vacinação e a importância da imunização na primeira infância

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18/10/2021
5 min. de leitura

Celebrado anualmente em 17 de outubro, o Dia Nacional da Vacinação é uma data instituída pelo Ministério da Saúde para reforçar a importância das vacinas na erradicação de doenças. Além disso, a data lembra também que a vacinação é fundamental no controle de epidemias.

E é na primeira infância que a vacinação ganha mais importância. Isso porque a imunização nos primeiros anos de vida garante um crescimento mais saudável para as crianças.  

A vacinação, em especial no Brasil, que é referência mundial na imunização em massa da população, possibilitou a erradicação e o controle de muitas doenças nas últimas décadas.

Uma dessas enfermidades foi o sarampo, mas que recentemente voltou ao cenário com novos surtos devido à baixa adesão à vacinação, segundo mostra estudo realizado pela Fiocruz.

Neste post explicamos como a vacinação na primeira infância e ao longo da vida tem efeitos significativos para a saúde individual e coletiva da população.

O que é primeira infância e qual importância da vacinação?

A primeira infância corresponde ao período entre a gestação e os seis anos de vida da criança. Ao longo deste tempo, o sistema imunológico está em plena formação e, por isso, a vacinação torna-se crucial na proteção dos pequenos.

Por se tratar de um momento em que o sistema imune está se formando, crianças na primeira infância são mais vulneráveis a complicações decorrentes de infecções. Quando não são vacinadas, esse risco aumenta.

Para além da saúde da criança, a imunização na primeira infância traz outros benefícios. A tendência à redução de uso medicamentos está entre eles, além da diminuição de internações hospitalares, erradicação de doenças e diminuição da mortalidade infantil.

O que é imunização e como as vacinas funcionam?

Existem, basicamente, dois tipos de imunização: ativa, por meio de vacinas; e passiva, que se dá por meio da administração de soros ou de imunoglobulinas (anticorpos que circulam no sangue).

As vacinas são mais efetivas no controle de doenças infecto-contagiosas, ou seja, aquelas transmitidas por vírus e bactérias.

As vacinas virais podem ser classificadas de três modos, considerando o tipo de manejo na produção dos imunizantes: com vírus atenuados, inativados ou por meio de subunidades.

Vacina com vírus atenuado

A vacina atenuada é aquela produzida com o vírus vivo, mas enfraquecido, de modo que não possui capacidade de produzir a doença. A técnica é utilizada, por exemplo, na produção de imunizantes contra a febre amarela, caxumba, rubéola e sarampo.

Vacina com vírus inativado

Já a versão inativada é feita com vírus inativado por meio de processos químicos ou físicos. Elas possuem componentes que ajudam na estimulação do sistema imunológico. Alguns exemplos são as vacinas contra a gripe e a raiva.

Vacinas por meio de subunidades

Na versão de vacinas de subunidades são usadas apenas partículas de vírus. Assim como nas vacinas inativadas, as fabricadas a partir de subunidades “iludem” o sistema imunológico, que desencadeia um processo de proteção a partir do agente infeccioso.

Atualmente, também já começaram a ser desenvolvidas vacinas a partir de técnicas de manipulação genética. Essa tecnologia já é aplicada aos imunizantes contra o HPV e a Hepatite B.

Quais os principais riscos da não vacinação?

Um dos principais fatores sociais de risco da não vacinação é o retorno da circulação de doenças que se mantinham erradicadas e controladas, provocando novos surtos e epidemias.

No Brasil, a vacinação foi responsável pela erradicação de muitas enfermidades desde os anos 1990, entre elas, a varíola e a poliomielite (paralisia infantil). Isso só foi possível por meio da imunização em massa da população.

Uma pessoa que não está imunizada, além de colocar em risco a própria saúde, torna as demais pessoas com quem convive mais vulneráveis à contaminação.

Os contágios virais tendem a se dar por meio de gotículas no ar a partir de espirros, tosse ou saliva e, também, pelo contato com objetos contaminados.

O que fazer quando as vacinas estão atrasadas?

Elaborado anualmente pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias Estaduais de Saúde, o calendário de vacinação é uma tabela que estabelece imunizações de rotina. Embora ele não se restrinja à primeira infância, as crianças têm um cronograma mais extenso de vacinas.

É importante ouvir as recomendações médicas e seguir esse calendário, mas se, por algum motivo, sua vacina ou dos seus filhos está atrasada, dá tempo de correr atrás do prejuízo. Procure um médico e veja como restabelecer o calendário vacinal de maneira adequada.

As doses já recebidas não são perdidas e as novas etapas da vacinação continuarão valendo. Se for necessário algum ajuste de dosagem para as crianças, o pediatra é o profissional qualificado para dar esta orientação.

Conheça as vacinas oferecidas pela Panvel Clinic

O Dia Nacional da Vacinação faz memória e ressalta a importância da imunização. Esses cuidados são importantes para crianças, principalmente na primeira infância, mas também aos adultos.

Você pode encontrar um completo mix de vacinas para imunizar toda a família na Panvel Clinic. Confira a seguir quais estão disponíveis e quais doenças elas protegem:

  • Tríplice Bacteriana Acelular Infantil (DTPa): difteria, tétano e coqueluche.
  • Haemophilus Influenzae Tipo B (Hib): doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, principalmente meningite.
  • Hepatite B: Infecção do fígado (hepatite) causada pelo vírus da hepatite B.
  • Pneumocócicas Conjugadas 10 (VPC10): previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos.
  • Pneumocócicas Conjugadas 13 (VPC13): previne cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por 13 sorotipos de pneumococos.
  • Rotavírus: doença diarreica causada por rotavírus.
  • Hepatite A: hepatite A.
  • Meningocócica Conjugada Quadrivalente (ACWY): meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.
  • Meningocócica B: meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.
  • Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) (SCR): Sarampo, caxumba e rubéola.
  • Varicela (catapora): varicela (catapora).
  • Combinadas à DTPa: DTPa-VIP/Hib - difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite. E DTPa-VIP-HB/Hib - difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B.
  • Febre Amarela
  • Pneumocócica Polissacarídica 23-valente (VPP23): doenças causadas por 23 tipos de pneumococos.
  • Tríplice Bacteriana Acelular do Tipo Adulto (dTpa): difteria, tétano e coqueluche.
  • Combinada de Hepatite A e B: infecções do fígado (hepatites) causadas pelos vírus da hepatite A e hepatite B.
  • Herpes Zóster: o herpes zóster, popularmente conhecido como “cobreiro”, e sua principal complicação, a neuropatia pós-herpética, responsável por dor crônica, prolongada, de difícil controle e extremamente debilitante.
  • HPV4: Infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18. Também previne o câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus e verrugas genitais (condiloma).

Tríplice Bacteriana Acelular do Tipo Adulto com Poliomielite (dTpa-VIP): difteria, tétano, coqueluche e poliomielite.

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