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Vacinação infantil: saiba por que imunizar as crianças é importante

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02/03/2022
4 min. de leitura

O início da vacinação de Covid-19 para as crianças emocionou as famílias e mostrou como os pequenos aderiram com alegria à imunização. Em forma de gotinhas ou de uma leve picadinha, as vacinas são um dos momentos mais importantes para a saúde dos pequenos, protegendo-os de dezenas de infecções. Com o retorno às aulas, é importante checar se, além da Covid-19, os pequenos estão com a imunização em dia para as demais doenças.

"É fundamental manter em dia a vacinação de rotina. Essa é a orientação da Sociedade Brasileira de Imunizações, da Sociedade Brasileira de Pediatria e de outras importantes instituições, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS)", explica a pediatra Fernanda Barbosa.

A cada ano, as vacinas salvam de 2 a 3 milhões de vidas, de acordo com projeções da Unicef. Trata-se de uma forma segura de garantir que seu filho gere seus próprios anticorpos para infecções específicas. Ainda assim, as vacinas infantis podem gerar dúvidas e até ansiedade nos pais e nas próprias crianças. Você já experimentou explicar ao seu filho como elas funcionam?

As vacinas contém apenas uma fração do vírus ou da bactéria causadores de uma doença específica. Por isso, elas conseguem estimular o sistema imunológico da mesma forma que uma infecção, mas sem que a criança desenvolva a doença contra a qual estará protegida. Pelo contrário: o corpo reage fabricando anticorpos para ela. Esses anticorpos permanecem no corpo, prontos para entrar em ação se, algum dia, a criança entrar em contato com a doença. Dessa forma, ela se torna imune às doenças contra as quais foi vacinada.

Vacinar as crianças significa protegê-las de doenças graves como hepatite, rubéola, tuberculose e poliomielite e dos possíveis efeitos destas doenças. Se a maioria das crianças estiver imunizada, o risco de infecção na comunidade na qual ela está inserida se reduz significativamente, fazendo com que até mesmo as crianças não vacinadas corram menos risco de contrair estas doenças. Isso é o que se chama de "imunidade coletiva".

A maioria das vacinas que as crianças precisam são administradas antes dos dois primeiros anos de vida. Neste período, os pais costumam estar especialmente informados sobre o calendário de vacinação infantil. É importante, porém, permanecer atentos quando os bebês crescem, pois novos reforços das vacinas devem ser aplicados entre os 10 e os 12 anos, segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações.

A vacina da gripe (influenza), por exemplo, é recomendada para todas as crianças a partir dos seis meses. Quando administrada pela primeira vez em crianças menores de nove anos, deve-se aplicar duas doses com intervalo de 30 dias. Depois, as crianças passam a receber uma dose anual do imunizante.

No Brasil, é possível vacinar as crianças tanto em postos de saúde quanto em clínicas privadas e também em farmácias. Mas como escolher onde vacinar? A pediatra Fernanda Barbosa explica que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, questões de custo e de capacidade de produção dos laboratórios não permitem que o governo disponibilize todas as vacinas para toda a população.

"O Ministério da Saúde estabelece prioridades, com foco nas doenças que mais acometem a população e nas faixas etárias com maior risco de adoecer e apresentar complicações. É impossível fazer com que a rede pública acompanhe a privada em questões de vacinas. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Como muitas vacinas possuem um custo mais alto, não têm condições de serem inseridas no programa nacional de imunização", diz a pediatra.

Mas afinal, há diferença entre as vacinas do posto e as particulares? "Para algumas vacinas, há diferença sim. A pneumocócica utilizada na rede pública, por exemplo, protege contra 10 tipos da bactéria", compara a médica. Na vacinação privada, é possível encontrar versões com uma proteção até 30% maior.

O mesmo acontece com a vacina contra a gripe. A dose disponível nos postos é a trivalente, enquanto, na rede privada, já existe a quadrivalente. "Outras vacinas da rede privada tem menos efeitos adversos que da rede pública, pois são feitas de vírus inativados como a Hexavalente e a Pentavalente. Existem ainda a vacina meningocócica do tipo B, que não é disponibilizada na rede pública. Nas consultas, sempre apresento as duas possibilidades para o paciente e dou o direito aos pais escolherem o que mais se adequa ao seu perfil", orienta a doutora.

Além da vacina da gripe, outras imunizações também estão disponíveis na Panvel Clinic:

Para saber todas as vacinas disponíveis na Panvel, acesse o site e selecione a faixa etária do seu filho.

Se nove de cada 10 crianças estiverem vacinadas contra doenças como o sarampo ou a rubéola, essas doenças podem ser eliminadas da comunidade. Por isso, algumas pessoas podem achar que já não existe necessidade de imunizar as crianças. Porém, as doenças contra as quais as vacinas protegem ainda não desapareceram. Se uma criança que não foi vacinada entrar em contato com alguém que tenha essa doença, é possível que a contraia.

Um exemplo disso é a paralisia provocada pela pólio, que ainda ocorre em todas as partes do mundo. Se mais pessoas optarem por não vacinar os filhos, a quantidade de crianças em risco de contrair a doença aumentará, podendo provocar surtos.

O único momento seguro para deixar de vacinar as crianças é quando uma doença foi completamente erradicada, como já ocorreu com a varíola. Por isso, não deixe de vacinar seu filho. É simples, rápido e seguro! E se você ainda ficou com alguma dúvida sobre a imunização, converse com o seu pediatra ou com o time de farmacêuticos da Panvel.

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