Testes genéticos: análise do DNA como início de uma mudança ativa na qualidade de vida

por | 19 abr, 2021

7 min. de leitura

Como você escolhe sua dieta, os exercícios que pratica e a melhor maneira para levar uma vida mais saudável? Talvez você ainda não tenha pensado, mas um teste genético é a forma mais eficaz de chegar ao seu objetivo, independentemente de qual seja.

A avaliação do DNA humano se tornou um recurso tecnológico acessível para quem procura por qualidade de vida. Por meio dele, pode-se traçar estratégias de alimentação e suplementação, identificar para quais áreas do esporte cada organismo tem mais aptidão e até propensão a lesões, entre outras descobertas que mudam para melhor a relação com o seu corpo.

“O teste genético é a análise do conjunto de alterações genéticas. Nem sempre uma alteração genética significa doença, mas essa análise mostra o caminho que cada pessoa deve seguir para alcançar mais qualidade de vida. É uma ferramenta para ajudar tanto o médico quanto o paciente a investigar a saúde”, explica o nutricionista Lázaro Medeiros, mestre em bioquímica e biologia molecular e diretor científico da DNHygia, cujos testes já estão disponíveis na Panvel.

Existem dois tipos de testes genéticos:

  • Preditivos: a partir da análise do DNA, informa se a pessoa apresenta maior predisposição de desenvolver doenças metabólicas, geralmente em uma fase tardia da sua vida. É indicado para pessoas com contexto familiar de risco para doenças que ainda não se manifestaram. É comumente realizado a partir de uma amostra de saliva.
  • Diagnósticos: detecta qual a predisposição de cada pessoa para doenças metabólicas e quais são as suas necessidades. A partir do resultado, pode-se traçar um caminho para evitar o desenvolvimento da doença que o organismo tem propensão. É indicado para todas as pessoas e pode ser feito pela análise de sangue ou saliva. É necessário requisição médica para ser realizado e aconselhamento médico após o resultado.

Realizar a leitura completa dos cerca de 25 mil genes do DNA humano é uma tarefa e tanto. Por isso, os testes preditivos são focados em um objetivo específico. Os da DNHygia têm o maior número de genes analisados do mercado: 94 variantes genéticas de 67 genes. Três deles estão disponíveis na Panvel:

  • Fitness/treino: indicado para esportistas profissionais e amadores, avalia a relação entre o desempenho esportivo e físico a partir do DNA. Avalia 82 variantes genéticas de 70 genes. Com o resultado em mãos, é possível criar um plano de treino personalizado de acordo com seu mapa genético e obter melhores resultados físicos.
  • Wellness: revela dados como necessidade de ferro, sensibilidade ao sódio, necessidade de vitaminas e capacidade antioxidante a partir da avaliação de 26 variantes genéticas de 22 genes. Indicado para qualquer pessoa interessada em seu bem-estar e saúde.
  • Nutricional: avalia 102 variantes genéticas de 75 genes para verificar o impacto de substâncias como cafeína, sal e  gorduras no organismo, identificando também resistência à perda de peso e dificuldade no controle de apetite. O resultado permite a criação de uma dieta personalizada e única para o seu corpo.

Quem pode fazer o teste genético?

A indicação é de que todas as pessoas, desde as crianças até os idosos, façam o exame. Como a informação genética não muda, o resultado da avaliação pode ser usado ao longo da vida. E, quanto antes for realizado, mais cedo pode-se beneficiar com o resultado.

Ainda que o DNA não mude, Medeiros explica que a genética do corpo humano não é estática. A alimentação, por exemplo, é um dos fatores que podem “amarrar ou soltar alguns genes” responsáveis pelo aparecimento de doenças. Quem tem propensão a diabetes, por exemplo, pode optar por seguir uma dieta que faça com que a região do DNA com o gene alterado tenha uma atividade menor, impedindo que a doença se manifeste.

Por isso, ainda quando o teste de DNA sinalizar uma genética propensa a alguma doença, é possível adotar um estilo de vida que reduza a atividade desse gene, evitando assim o padrão de adoecimento.

“Alguns profissionais falam em ‘silenciar gene’, o que é perigoso, pois o gene não pode ser silenciado. Mas estratégias de alimentação e esporte podem ‘adormecer’ esses genes”, explica o nutricionista.

Como o teste genético é realizado?

Os testes genéticos da DNHygia são realizados pela extração de uma pequena quantidade de saliva. “Não existe diferença entre o DNA do sangue e da saliva. Pode-se fazer o teste de DNA com saliva, cabelo, sangue. Mas a saliva é um método indolor e minimamente invasivo”, explica Medeiros. Confira o passo a passo:

  • Você compra o teste na Panvel
  • Em seguida, receberá um e-mail de confirmação da compra e do endereço para receber o teste em casa
  • Ao receber o kit coleta, você retira uma pequena quantidade de saliva e armazena o teste em temperatura ambiente até o envio para análise
  • O envio é realizado pelos Correios, com postagem pré-paga
  • Em cerca de 40 dias, você recebe um PDF com a análise completa

Chegaram os resultados, e agora?

Ainda que não seja necessária uma requisição médica para a realização do teste, é importante consultar um profissional da saúde (médico, nutricionista, farmacêutico ou educador físico) assim que receber o resultado. A Panvel não realiza a análise – ela deve ser feita pelo profissional de sua confiança.

“O que eu sempre sugiro: use e abuse do profissional que vai ler o seu teste genético. Tire todas as suas dúvidas. A pessoa que faz o teste está disposta a mudar e o acompanhamento profissional é bem importante nisso. A leitura com um profissional é fundamental para traçar a rota a ser seguida”, afirma Medeiros.

Teste genético, um grande um recurso da ciência

Quanto mais investimos na prevenção de doenças, mais aprendemos sobre o nosso organismo. Por isso, investir em um teste genético pode reduzir a quantidade de vezes que você precisará usar um serviço de saúde. “Quando eu faço o teste genético e cumpro o que ele explica, a chance de adoecimento é muito mais baixa. Então vou trabalhar em função da minha saúde, e não da minha doença”, diz o nutricionista Medeiros.

O especialista também explica que a ciência se beneficia dos resultados do teste genético com o objetivo de descobrir o padrão de adoecimento da população. Um exemplo é o Reino Unido, que já fez testes genéticos em mais de 500 mil habitantes, a fim de identificar o perfil de adoecimento. Os resultados permitem elaborar planos para tomar medidas antes mesmo que essas doenças se manifestem”.

Agora que você já sabe como funcionam os testes genéticos, considere eles como seus aliados para viver com mais saúde e qualidade de vida!

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