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Saúde digestiva: cinco sintomas aos quais é preciso ficar atento

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05/07/2021
4 min. de leitura

Você presta atenção a sua saúde digestiva? Saiba que ela não se restringe à região do abdômen. O bom funcionamento do trato digestório é fundamental para o organismo como um todo: é por meio dele que são absorvidos os nutrientes que nosso corpo precisa para realizar todas as atividades.

Formado por esôfago, estômago, intestino, além de fígado, vesícula biliar e pâncreas, o aparelho digestivo decompõe quimicamente os nutrientes em partículas muito pequenas. Só assim o corpo pode absorvê-los e usá-los para gerar energia, crescimento e renovação de células - além de eliminar o que não foi aproveitado.

"Nosso intestino é povoado por microorganismos que chamamos de microbiota intestinal. A microbiota atua diretamente na absorção de nutrientes, no nosso sistema imune e na produção de vitaminas. A alteração da microbiota, seja por doenças, uso de medicamentos ou mudanças na dieta pode afetar diretamente nossa saúde", explica a médica gastroenterologista Priscila Fontana, especialista em endoscopia digestiva.

Por isso, é importante estar atento aos sinais de que alguma coisa pode não estar bem com a sua saúde digestiva. A doutora Priscila elenca alguns dos sintomas que acendem um alerta:

  • Mau hálito: as causas mais comuns de mau hálito são de origem oral, como inflamação da gengiva, inflamação periodontal, próteses dentárias e saburra na língua. Porém, apesar de menos comum, o mau hálito pode significar doenças gastrointestinais, a exemplo de divertículo em esôfago, doença do refluxo gastroesofágico, fístulas e infecção bacteriana do estômago.
  • Dores abdominais: as origens deste tipo de desconforto são variadas e podem estar relacionadas tanto ao sistema digestivo quanto aos rins e ao sistema urinário, além de causas ginecológicas e vasculares. De forma geral, quando ligada ao sistema digestivo, a dor abdominal na região superior do abdômen pode indicar doenças do estômago (úlceras, gastrite, doença do refluxo gastroesofágico) e vesícula biliar (pedra na vesícula e inflamação da vesícula). Dores em quadrantes abdominais inferiores podem estar relacionadas ao intestino. É o caso de apendicite, diverticulite, colites (infecções intestinais) e doença inflamatória intestinal. A avaliação da dor abdominal é complexa devido aos múltiplos diagnósticos diferenciais. Consulte um médico se você estiver sentindo qualquer tipo delas.
  • Sintomas de refluxo (regurgitação), azia e queimação: estes sinais costumam estar relacionados à doença do refluxo gastroesofágico. Ela ocorre quando o suco gástrico volta para o esôfago, podendo causar irritação e sintomas como azia, queimação, dor abdominal, regurgitação e até mesmo tosse.  Sintomas de refluxo muito frequentes são um alerta para procurar um médico. Outros sinais para se ficar atento são: vômitos, perda de peso, sangramento em fezes ou vômitos, dores abdominais e histórico de câncer gástrico na família.
  • Arrotos frequentes: normalmente podem estar relacionados à ingestão aumentada de ar ao comer rápido e ingestão de bebidas gaseificadas. Ainda que não indiquem, necessariamente, alguma disfunção, os arrotos podem estar relacionados à doença do refluxo gastroesofágico. Quando a presença de eructações está associada a dor abdominal, perda de peso não intencional, dor ao engolir alimentos e regurgitação, um gastroenterologista deve ser consultado.
  • Diarreia: casos persistentes, em que o sintoma dura mais de um mês, podem significar doenças do trato gastrointestinal como intolerâncias alimentares, doença inflamatória intestinal e síndrome do intestino irritável. A investigação sobre a origem desse sintoma deve ser realizada por um médico.
Saúde digestiva, mulher com dor no estômago

Se você identificou algum destes sintomas, marque uma consulta com um gastroenterologista, a especialidade médica que trata das disfunções relacionadas ao aparelho digestivo, que podem envolver, por exemplo, azia, constipação,  gases e sangramento gastrointestinal. Ele também é o profissional habilitado a tratar doenças como:

  • Esteatose hepática
  • Cirrose
  • Hepatites
  • Pancreatite e outras doenças do pâncreas

"Além disso, um gastroenterologista deve ser procurado preventivamente em todos pacientes acima de 45 anos, devido ao aumento de risco de câncer intestinal. Pacientes com história de câncer gástrico ou intestinal podem ter necessidade de avaliação mais cedo", explica a doutora Priscila.

Ainda que você não tenha nenhum dos sintomas mencionados até agora, é importante ficar alerta. Alguns hábitos ajudam consideravelmente o sistema digestivo a funcionar bem:

  • Ingestão adequada de água
  • Alimentação saudável rica em fibras e diversa em vegetais, frutas e grãos
  • Evitar comidas industrializadas, excesso de gordura e bebidas alcoólicas

A doutora Priscila também chama a atenção para um cuidado que vai além da dieta: o da saúde mental. "Ela é muito importante para o bom funcionamento do trato gastrointestinal, pois pode influenciar para aparecimento de dores e alteração de hábito intestinal", explica.

Anotou as dicas? Lembre-se que cuidar da saúde digestiva é cuidar do seu organismo como um todo. Além disso, uma dieta saudável beneficia o corpo de maneira integral. Fique atento e não deixe de consultar um gastroenterologista se tiver qualquer um dos sintomas que descrevemos!

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