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Doenças respiratórias no inverno: entenda como o frio influencia o aumento desse problema

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28/06/2022
3 min. de leitura

Com a chegada do frio, os problemas respiratórios ganham força entre a população. Além de trazer um agravamento nos sintomas de doenças crônicas, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e rinite, as baixas temperaturas também causam um aumento das doenças respiratórias transmissíveis, como por exemplo resfriados e gripes, graças a maior permanência em ambientes fechados. Por isso, elaboramos um material especial para responder as principais dúvidas sobre esse tema. 

Doenças mais comuns e tratamentos indicados

Além da maior ocorrência de infecções virais, como resfriados e gripes, as infecções bacterianas, como sinusites e pneumonias, também merecem destaque e cuidado. No caso das doenças crônicas, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, é importante ficar atento às chamadas exacerbações, pioras dos quadros que requerem tratamento adicional e que representam um risco maior de complicações.  

“Para os resfriados, busca-se o alívio dos sintomas, como o mal-estar, dor ou febre, além de se indicar hidratação e alimentação adequadas. Para as infecções bacterianas, como sinusites, otites e até pneumonias, o uso de antibióticos sob prescrição médica está indicado. Importante, também, é a manutenção do tratamento regular e adequado de qualquer condição crônica, sempre sob orientação de um profissional médico”, afirma o pneumologista do Hospital Mãe de Deus, Dr. Marcelo Tadday Rodrigues.

Como posso me prevenir?

Para garantir um inverno mais saudável, alguns grupos de risco devem redobrar os cuidados nesse período. Entre eles estão as pessoas nos considerados extremos etários, como crianças abaixo de cinco anos e pessoas maiores de 60 anos, os portadores de doenças crônicas, sejam elas respiratórias, cardiovasculares, diabetes ou outras, e pessoas com algum grau de imunossupressão, como quem vive com HIV. 

As principais medidas de prevenção recomendadas incluem higienização correta das mãos, manter os ambientes bem ventilados, uso de álcool em gel, uso de máscaras em locais fechados e se estiver apresentando sintomas respiratórios. Também são fundamentais as vacinas preconizadas, da influenza anualmente e – atualmente – o esquema completo de vacinação para COVID

“Como a transmissão das doenças virais ocorre, normalmente, através de gotículas ou aerossóis dispersos no ar, é importante cobrir a boca e o nariz sempre que for tossir ou espirrar. Cuidado também com a sua mão após colocá-la em contato com o nariz, já que a secreção nasal com o vírus a contaminará, contribuindo com a disseminação da doença”, ressalta o Dr. Marcelo.

Se, mesmo com todas essas medidas, surgir algum sintoma, fique atento aos sinais e busque atendimento especializado sempre que necessário. “No caso de resfriados, atualmente recomenda-se, em virtude da pandemia de COVID, a testagem para coronavírus e – caso positivo – o isolamento. O uso de máscaras em sintomáticos respiratórios, independente de estarem com coronavírus ou não, é recomendado. O tratamento dos resfriados é apenas sintomático, com medicação para dor ou febre caso necessário. Se apresentar sintomas de agravamento, como febre alta persistente ou falta de ar, é de fundamental importância procurar atendimento médico”, explica o pneumologista.

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