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Melatonina: conheça o hormônio do sono

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29/11/2021
3 min. de leitura

A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal - localizada no cérebro humano. Sua produção ocorre durante a noite, período em que há baixa luminosidade, induzindo ao sono. Esse hormônio tem como principal função manter regulado o ciclo circadiano, também chamado de relógio biológico ou ciclo vigília-sono, que é um mecanismo que ajuda o organismo a se regular entre o dia e a noite.

Apesar de ser produzida naturalmente pelo organismo humano, a melatonina pode ser encontrada em alimentos que estimulam sua produção, como morango, banana, laranja, nozes, cereais, espinafre, tomate, carnes, leite, entre outros. Além disso, o hormônio também pode ser produzido de forma sintética, isto é, encontrado em forma de suplementos ou medicamentos vendidos em cápsulas, na Panvel você encontra algumas marcas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a melatonina é comercializada livremente como suplemento alimentar, com a finalidade de auxiliar no sono.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da melatonina em forma de suplementos alimentares. De acordo com o órgão regulador, a substância, que poderá ser vendida sem receita, deve ser destinada exclusivamente a pessoas com idade igual ou superior a 19 anos e para o consumo diário máximo de 0,21 mg.

Anteriormente, no Brasil, com a falta de evidências científicas sobre a sua eficácia e benefícios, o hormônio era disponibilizado somente em farmácias de manipulação, sendo necessária a apresentação de receita médica. Atendendo o interesse dos consumidores e do setor produtivo em produtos contendo a substância, a Anvisa aponta que avaliou a segurança e a eficácia da melatonina como constituinte de suplemento alimentar.

Considerando análises de estudos disponíveis, que a substância pode ser encontrada em alimentos e ter funções metabólicas bem caracterizadas, a Anvisa decidiu que a melatonina atende a definição de substância bioativa, que consiste em nutriente ou não nutriente consumido normalmente como componente de um alimento, possuindo ação metabólica ou fisiológica específica no organismo humano. A norma está determinada no artigo 3º da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 243/18, que dispõe sobre os requisitos sanitários dos suplementos alimentares.

Possíveis benefícios

Alguns estudos comprovam que a melatonina pode ajudar pacientes que sofrem com distúrbios do sono, como a insônia e a fragmentação do sono. Desse modo, a substância é capaz de melhorar a qualidade do sono, o que contribui para inúmeros benefícios à saúde.

Enquanto dormimos, o organismo exerce funções restauradoras como reparo dos tecidos, tratamento do sistema imunológico, reposição das energias, síntese de proteínas e crescimento muscular. Ter uma boa noite de sono também pode contribuir para a prevenção da obesidade, controle do diabetes, combate a hipertensão e doenças cardiovasculares, entre outros benefícios.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sbem), a melatonina também pode ser usada como um coadjuvante terapêutico em doenças como o autismo, síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, além de outras condições que possam causar distúrbios do sono. Além disso, a Sbem aponta que o hormônio auxilia na regulação do metabolismo energético.

Contraindicação

Segundo a Anvisa, os suplementos de melatonina não devem ser consumidos por gestantes, lactantes, crianças e pessoas envolvidas em atividades que requerem atenção constante.  Para pessoas com enfermidades ou que usem medicamentos, será necessário consultar um médico antes de consumir o produto.

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Fonte: Infohealth

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