Incontinência urinária: tratamento para melhorar a qualidade de vida

por | 15 dez, 2020

5 min. de leitura

É desconfortável quando acontece dentro de casa – e mais ainda quando se está na rua. Já sabe do que estamos falando? A perda involuntária de urina, incontinência urinária, causa insegurança para realizar atividades do dia a dia e afeta o bem-estar e a qualidade de vida.  

Ao contrário do que se costuma pensar, a incontinência urinária também pode ocorrer na juventude. Independentemente da fase da vida, o fato é que esse problema é bem mais comum entre as mulheres. E se está acontecendo com você, não se envergonhe! É importante conhecer mais sobre o assunto, formas de prevenção e de tratamento para solucionar o problema. Vamos lá? 

Maior prevalência entre as mulheres 

Para entender por que perdemos urina, é preciso se familiarizar com o assoalho pélvico. Ele é o conjunto de músculos e ligamentos que sustentam órgãos como útero, reto, intestino e, claro, a bexiga. 

Nas mulheres, o assoalho pélvico tem duas espécies de falhas: os hiatos retal e vaginal. Isso torna mais frágeis as estruturas musculares que produzem a contração da uretra (canal que leva a urina ao meio externo) para evitar a perda de xixi, assim como o músculo que forma um pequeno anel em volta uretra.  

A posição da bexiga e da uretra também facilitam a condição de as mulheres sofrerem mais de incontinência urinária. “A uretra da mulher é mais curta, e, por isso, ela tende a ser mais incontinente. Além de ela estar exposta a mais fatores de risco, como gestações e partos”, explica a ginecologista Ana Cláudia Zimmermann. 

Tipos de incontinência urinária

Essa condição é propícia ao desenvolvimento de dois tipos de incontinência urinária (IU) nas mulheres. A Incontinência Urinária de esforço é aquela na qual a mulher perde urina quando espirra, pula ou tem tosse. Menos comum, a incontinência de urgência se manifesta na mulher que está sempre “apurada” para ir ao banheiro – e pode ser tanto o seu caso quanto o daquela amiga que, ao tomar um copo de água, já sente vontade de fazer xixi. 

“Quando falamos em IU de esforço, ela tem inúmeros fatores, inclusive genéticos, que vão determinar a qualidade do colágeno, proteína responsável por manter os órgãos no lugar na pelve”, explica a ginecologista Ana Cláudia. A qualidade deste colágeno é bem pessoal, e o motivo pelo qual existem pessoas que têm mais ou menos rugas na face, por exemplo. 

“No entanto, ao longo da vida, vamos nos expondo a situações que aumentam a flacidez do nosso assoalho pélvico, como obesidade, gravidez, partos vaginais difíceis, tosse crônica“, explica a médica. 

Perda de urina na juventude 

Como já falamos, engana-se quem pensa que esses sintomas só se manifestam na terceira idade. Eles têm se apresentado também entre mulheres com menos de 50 anos. Nesses casos, costumam ser provocadas por doenças como tosse crônica, diabetes, obesidade, infecção urinária de repetição ou um parto mal conduzido. A prática de esportes de impacto, como a corrida, também pode desencadear ou acelerar esse processo. 

“A mulher moderna moderna tende a malhar todos os músculos e esquecer da pelve. Nossos órgãos ficam sustentados por músculos do assoalho pélvico e que quanto mais fortalecidos estiverem menor a probabilidade de não manterem nossa bexiga e uretra no local correto na hora do esforço”, alerta a ginecologista Ana Cláudia. 

Incontinência exercício

Quando ficar atenta? 

A perda de urina não é normal, mesmo em mulheres idosas. Por isso, fique atenta se a situação se tornar frequente. Ainda que você não esteja com perda de urina, a ida frequente ao banheiro pode ser um alerta e estar relacionada à incontinência de urgência. Uma avaliação médica é importante para avaliar se se trata de IU, de outras doenças, como infecção urinária, ou se é apenas um quadro normal do seu organismo. 

Ainda que seja uma situação possível de ser experimentada em todas as fases, a incontinência urinária pode ser mais comum a partir da menopausa. É nessa fase que a produção de estrogênio, hormônio responsável pelo colágeno, reduz consideravelmente. “Logo, na mulher idosa, a musculatura tende a ser mais ‘frouxa’ e os órgãos pélvicos ficam mal posicionados”, afirma Ana Cláudia. 

Prevenção e tratamento  

Para quem ainda não sofre com este problema, manter a musculatura do assoalho pélvico saudável é a melhor maneira de evitar que a perda de urina ocorra algum dia. Um objetivo que pode ser alcançado com a prática de exercícios como os propostos em aulas de pilates, por exemplo. 

Agora, se a perda de urina já está ocorrendo, pode-se recorrer a tratamentos que mantenham os órgãos no lugar, como a fisioterapia pélvica, que realiza exercícios de contração e relaxamento para fortalecer a musculatura responsável por segurar a urina. O quanto antes esse tipo de tratamento for iniciado, mais resultados ele tende a apresentar. 

A avaliação de um médico é fundamental para decidir se esse tratamento é suficiente para o caso. “Novas tecnologias como o laser vaginal e ultrassom microfocado são alternativas eficazes a práticas em tratar casos leves de perda urinária, uma vez que atuam melhorando a qualidade do colágeno e fortalecendo a musculatura da pelve”, explica a ginecologista. 

Muitas mulheres estão passando por problemas de incontinência urinária. Se você é uma delas, procure ajuda para solucionar o problema o quanto antes! 

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