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Distúrbios motores são a principal característica da Doença de Parkinson

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11/04/2022
2 min. de leitura

Um problema que afeta milhões de pessoas no mundo, atingindo mais de 3% dos brasileiros com mais de 64 anos, a Doença de Parkinson (DP) é conhecida, principalmente, pela lentidão de movimentos, rigidez e tremor em repouso. No entanto, esses são apenas alguns dos seus efeitos no organismo. Para marcar o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11 de abril), preparamos um conteúdo especial para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema.

Essa é uma patologia neurodegenerativa, que causa a perda dos neurônios dopaminérgicos. Os distúrbios motores passam a ser evidentes quando, aproximadamente, 60% a 80% deles são perdidos na substância negra. “Além das características motoras, outros sinais comuns relacionados à patologia são as questões neuropsiquiátricas, como depressão e apatia; declínio cognitivo; perda de autonomia; transtornos de sono, como insônia, sonolência excessiva; e alterações sensoriais, como dor, problemas no olfato, entre outros”, explica a neurologista do Corpo Clínico do Hospital Mãe de Deus, Dra. Manuella Edler Zandoná Giordani.

A prevalência aumenta com o envelhecimento. Além de ser mais comum em homens, ela também é influenciada por histórico familiar, fatores genéticos, exposição a fatores ambientais, como pesticidas, história de trauma craniano prévio, entre outros. O diagnóstico ainda é clínico, baseado nos principais sintomas motores da doença. Os exames complementares como ressonância magnética e exames de sangue são utilizados apenas para avaliação de diagnósticos diferenciais.

Acompanhamento multidisciplinar e cirurgia são alternativas de tratamento

Mesmo com o avanço científico alcançado nos últimos anos, drogas que retardam ou impedem a evolução da doença ainda seguem em desenvolvimento. Por isso, o tratamento continua sendo sintomático, ou seja, com o objetivo de melhorar os efeitos motores da doença. Por isso, uma abordagem multidisciplinar é fundamental. Além do acompanhamento regular com neurologistas e especialistas em distúrbios do movimento, fisioterapia, fonoterapia, orientação nutricional e psicológico e atividade física trazem grandes benefícios para esses pacientes.

Para os casos em que o controle dos sintomas com os medicamentos não for bem-sucedido, causando limitações mais severas, o tratamento cirúrgico é uma alternativa. A abordagem mais usada é a DBS (Deep Brain Stimulation). Nela, utiliza-se um eletrodo, que é instalado dentro do cérebro, para modular os circuitos cerebrais disfuncionais da doença. Quando bem indicada, a cirurgia pode melhorar as flutuações motoras e não motoras da doença, reduzir as discinesias, manter um benefício prolongado da rigidez, reduzir o tempo sem efeito da medicação, melhorar o padrão de sono, entre outros.

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