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Ciclo circadiano: entenda como os períodos do dia influenciam o seu corpo

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30/06/2021
4 min. de leitura

Sabe aquele amigo que costuma entrar madrugada adentro para concluir uma tarefa, ver filmes ou apenas navegar no computador - e ainda assim, na manhã seguinte, está disposto e atento ao trabalho? Enquanto você, se passar do horário de ir pra cama, afeta todo o rendimento do próximo dia. Quem nunca se perguntou sobre o porquê desta diferença?

A resposta pode ser explicada pelo ciclo circadiano. Também conhecido como ritmo circadiano, ele é o mecanismo por meio do qual o nosso organismo se regula entre a noite e o dia. É ele que comanda processos biológicos vitais como acordar, sentir fome, sono e disposição para realizar as atividades do dia a dia.

Esses processos naturais respondem, principalmente, à luz e à escuridão, e afetam não apenas os humanos como a maior parte dos seres vivos. O exemplo mais comum do ritmo circadiano relacionado à luz é dormir à noite e ficar acordado de dia.

O nutricionista Lázaro Medeiros, mestre em bioquímica e biologia molecular e diretor científico da DNHygia, explica que o corpo humano tem dois relógios centrais:

  • No hipotálamo, no cérebro, está o relógio "central", orientado pela luz: dia e noite, claro e escuro são assimilados por ele.
  • Nas células dos tecidos e dos órgãos: são os relógios periféricos, que embora sejam conectados ao relógio central, também respondem a outros estímulos.

"Não é tão fácil regular dois relógios que tendem a trabalhar ao mesmo tempo. Mas se eles não estiverem trabalhando juntos, pode haver uma desregulação do organismo", Quando desajustamos o ciclo circadiano, bagunçamos nosso corpo: ficamos sem saber a hora de dormir, de comer...", explica Lázaro.

Gráfico Ciclo Circadiano

Os grupos do ciclo circadiano

Ter consciência sobre qual período do dia nosso organismo está mais desperto é fundamental para a boa realização das atividades diárias. E o momento no qual estamos mais dispostos é determinado pelo equilíbrio entre a produção do hormônio que induz ao sono, a melatonina e o hormônio cortisol, que é produzido a partir do estímulo à luz. O equilíbrio na produção desses hormônios colabora para o  momento no qual estaremos mais atentos e, por isso, mais produtivos. A cronobiologia, área da ciência que estuda os ciclos circadianos, aponta que os seres humanos se dividem entre três cronotipos:

  • Matutino: aqueles que rendem mais nas primeiras horas do dia e precisam ir para a cama cedo. Costumam dormir entre as 22h e 6h da manhã.
  • Vespertino: grupo formado pelas pessoas que são mais ativas à noite. Por isso, precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser entre 3h e 11h.
  • Intermediário: mais ativos no turno intermediário entre a tarde e a noite, dormem geralmente entre meia-noite e 8h da manhã.

Por isso, se você, por exemplo, é uma pessoa do grupo matutino e tem uma tarefa importante a realizar, a melhor alternativa é levantar cedo para dar conta dela, e não tentar ficar acordado até tarde para fazê-la.

Para muitas pessoas, apenas esta definição não será suficiente para que eles consigam entender a qual grupo pertencem. Por isso, testes genéticos como o teste nutricional da Hygia, disponível na Panvel, ajudam não apenas a identificar o seu grupo, mas a adotar estratégias para melhorar o desempenho do seu corpo.

"O teste vai dizer o quanto a gente pode investir para melhorar o seu ritmo de vida: se você precisa dormir mais para ter mais saúde, é normal que a gente traga você para um momento mais diurno. Orientar esse ajuste dos relógios", afirma Lázaro.

A prova permite detectar, por exemplo, pessoas que nascem com  polimorfismos genéticos que promovem alteração natural no ritmo circadiano. "Esse grupo, quando exposto a um estilo de vida que não favorece o seu ciclo circadiano, vai sentir efeitos mais nocivos. Estão mais suscetíveis a sentir no corpo como as escolhas erradas desregulam o ritmo circadiano", diz Lázaro.

O ciclo circadiano desregulado pode apresentar sintomas como:

"Saber se temos alterações genéticas que nos deixam mais expostos à alterações do nosso ritmo de vida nos ajuda a definir as escolhas que mais nos beneficiam. O paciente que tem uma alteração no gene CLOCK, por exemplo,  deve reduzir a gordura animal como um ganho para a melhor sinalização de insulina, um hormônio importante para nossa glicemia. Este paciente vai se beneficiar de um padrão alimentar hipo energético (uma dieta com base em carboidratos complexos, fibras e proteínas).", explica Lázaro.

Por isso, se você tem sentido pouca disposição, considere fazer o teste genético que pode apontar como está o seu ciclo circadiano. Ele é um recurso para orientar e ajustar seus relógios internos. O resultado pode indicar onde você deve investir para alterar o seu ritmo de vida: se precisa dormir mais para ter mais saúde ou se precisa concentrar as principais atividades do dia em um turno específico.

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